A vitória já era esperada. O placar magro, nem tanto. Se tivesse sido encarado realmente como um amistoso, como um jogo treino, a esperada goleada da verde-amarela teria chegado. Porém, os estonianos disputavam o jogo mais importante da breve história de sua seleção. Por isso, o amistoso contra o Brasil, pentacampeão do Mundo e líder do Ranking da Fifa, foi chamado de “Jogo do Século“. E numa partida tão importante os jogadores vão dar tudo de si e fazer uso da força bruta se for preciso.
Foi um jogo violento demais, já que os brasileiros revidaram as agressões dos rivais. Uma loucura, pois qualquer um poderia ter se machucado e ficado fora da partida contra a Argentina, pelas Eliminatórias da Copa, que é muito mais importante que o amistoso. De fato, Kleberson teve que deixar a partida com uma luxação no ombro direito. O jogo duro da Estônia dificultou bastante as coisas para a seleção brasileira, e ao invés de goleada tivemos vitória pela mínima diferença. O gol foi marcado por Luís Fabiano, o Fabuloso, que pescou um rebote de Kaká para dar a vitória ao Brasil. Também teve “pescaria” no festejo, uma homenagem ao cunhado e a um amigo.
Assista no seguinte vídeo o gol de Luís Fabiano e os melhores momentos de Estônia 0 x 1 Brasil.
No vídeo abaixo você confere entrevistas de Júlio César, Diego Tardelli, Gilberto Silva, Luís Fabiano e Kaká após o jogo.
Diego Tardelli, convocado de surpresa por Dunga, estreou na seleção. Teve algumas boas participações, mas nada espetacular (algo que não se esperava, que ele não faz no Campeonato Brasileiro pelo Atlético-MG).
Não acho que tenha sido um mau jogo da seleção. O rival era fraco tecnicamente, mas soube utilizar a força física (além da conta) para segurar o Brasil. O que importa agora é o clássico contra a Argentina pelas Eliminatórias. Com o momento atual das duas seleções, pode ser uma vitória histórica do Brasil em solo argentino, e terminar com a demissão de Maradona do comando da alvi-celeste. Imperdível.



Alex, tenho que confessar que não gostei nada nada do jogo. Acho que aquilo foi pior do que um coletivo, já que os jogadores pareciam menos empenhados do que num treino; praticamente cozinharam o jogo durante os 90 minutos. Mas não me decepcionei: primeiro, porque o jogo era contra a fraca Estônia, então já esperava que toda a equipe jogasse de forma, digamos, mais relaxada; segundo, porque os times mal começaram a jogar para valer pelos seus times, e não era pela Seleção que eles fariam isso.
Já por saber disso, esperava que Dunga aproveitasse para observar mais reservas. Até fez isso; só poderia ter utilizado Filipe Luis, que foi chamado justamente para preencher uma posição carente da equipe. Quanto a Tardelli, não gostei muito de sua convocação (não que esteja mal pelo seu clube, mas ora bolas, temos Grafite e Kleber em fases melhores – ou o Cruzeiro chegou às finais da Libertadores a toa?), mas até que não foi tão mal. Porém, nada de excepcional ou que faça com que seja convocado mais vezes.
Ateh!
[...] participação de Tardelli na seleção brasileira, no amistoso contra a Estônia, foi para “forçar” a venda do jogador para a Europa. Tanto é assim que logo apareceu [...]