Clássico é clássico, não importa idade ou relevância do torneio. Os nervos estão à flor da pele, os rivais são olhados com raiva, força máxima é usada em cada dividida. Qualquer palavra, olhar ou dúvida de arbitragem pode desencadear o que se viu em Ezeiza, neste Domingo.
O Boca Juniors vencia o Superclássico da 9ª divisão da Argentina por 2 x 1. O jogo estava prestes a terminar. Aos 48′ do segundo tempo, o árbitro da partida viu pênalti para o River Plate. As imagens da tv não mostram claramente a suposta falta, que causou a expulsão do jogador do Boca que a cometeu. Os xeneizes ficaram muito irritados com a decisão do juiz. O técnico do Boca invadiu o campo e começou a discutir com o árbitro.
Daí, um jogador do River começou a empurrar os rivais, querendo que eles dessem espaço para a cobrança do pênalti. Um jogador do Boca não gostou, chegou atropelando, e começaram os socos, patadas e corre-corre.
Veja a briga entre Boca Juniors e River Plate da 9ª divisão da Argentina no vídeo abaixo.
Como você viu, só ficaram em campo o batedor e o goleiro para ser realizada a cobrança do pênalti, que o jogador do River converteu, empatando a partida em 2 a 2. A pancadaria deixou três feridos, um do River e três do Boca. Sete jogadores foram expulsos, quatro do River e três do Boca (informações do diário Olé).
Sei que brigar não é correto, mas não acho que seja tão horrível. Faz parte. São homens se confrontando com os rivais que mais odeiam (bem, não em todo o sentido da palavra). Duvido que algum deles se arrependa verdadeiramente de ter brigado. Acredito, inclusive, que tenham gostado da peleia contra seus arqui-rivais. A torcida, então, incitava as agressões.
A eterna briga entre o pensar e sentir.
A minha parte de homem racional me diz que brigar é estúpido, que melhor é deixar pra lá e viver em paz. No entanto, a minha parte “macho” me incita a sair no braço, me faz gostar de ver uma “boa” briga, como esta, em um clássico histórico de grandes clubes. É difícil não se deixar controlar pela testosterona. Se eu jogasse um clássico pelo Grêmio e um colorado chegasse empurrando, eu não deixaria por menos, e isso poderia originar uma briga, da qual não me arrependeria.
P.S.: só pra constar, nunca entrei em briga na minha vida. Por enquanto, minha mente venceu a testosterona.


