Prepare-se para uma longa análise do jogo e os lances polêmicos (ou vá direto ver os melhores momentos e seja feliz).
Pra começar, eu concordo com o resto dos tricolores que acreditam que o Grêmio venceria mesmo sendo 11 contra 11. Lembrese que o Grêmio fez 4 x 1 no Atlético-PR, venceu com autoridade o Corinthians por 3 x 0, e derrotou o Inter por 2 x 1, de virada, no clássico dos 100 anos. No Olímpico Monumental, empurrado por sua toricada, o Imortal se faz muito forte.
Expulsão de Jonathan logo no começo do jogo.
O Grêmio já era superior antes da primeira expulsão, que também aconteceu em função dessa superioridade. Jonathan havia levado um cartão amarelo por cortar com falta uma jogada perigosa do Grêmio pela direita. Depois levou o segundo por dar um carrinho por trás em Tcheco, na lateral esquerda (estes lances você poderá ver no vídeo abaixo). Acho exagerada as reclamações dos cruzeirenses sobre essa expulsão. Os dois lances mereciam cartão amarelo, principalmente o segundo. A torcida mineira deveria ficar mais irritada com Jonathan, que cometeu uma falta inocente longe do gol de Fábio, do que com o árbitro, que foi absolutamente correto.
O Grêmio teve expulsões muito mais duvidosas nos jogos anteriores, mas sempre reclamamos dos jogadores (Jonas e Thiego, por exemplo) e das besteiras que eles fizeram. Talvez não merecessem expulsão, mas não deveriam ter cometido as infrações, em primeiro lugar. Repito que, na minha opinião, Jonathan mereceu os dois cartões amarelos.
A coisa ficou bastante complicada para o Cruzeiro, que já estava desfalcado, sem Wagner e Kleber. Paulo Autuori fez as mudanças corretas, fazendo o Grêmio aproveitar ao máximo sua vantagem numérica. Ele botou Douglas Costa no lugar de Thiego, e o menino criou um boa chance para o Grêmio logo na primeira bola que tocou. Foi uma boa partida dele, mas precisamos ver se consegue manter o ritmo com menos espaços pra jogar.
O pênalti do Cruzeiro poderia não ter sido marcado.
Uma grande pressão do Grêmio sucedeu a expulsão de Jonattan, e o gol tricolor não saiu por detalhe, pois até bola na trave teve. Preocupou muito ver o Grêmio novamente disperdiçando uma chance após a outra. Isso nos causou muitos problemas há pouco tempo, em Libertadores, contra o próprio Cruzeiro, e no Campeonato Brasileiro, em dois ou três jogos que poderiamos ter vencido fora de casa não fossem as más finalizações. Se repetia o pesadelo de perder muitas chances e depois tomar o gol. O pênalti de Tcheco, pra mim existiu. Ele empurra, sim, o Wellington Paulista, embora muito de leve. E aqui está um dos pontos chaves sobre a arbitragem duvidosa: o juiz poderia não ter marcado esse pênalti, que deixou dúvidas pra muita gente, se quisesse realmente prejudicar o Cruzeiro.
A televisão mostrava algo como 13 chances de gol pro Grêmio e apenas 2 do Cruzeiro, sendo a segunda o pênalti, que na verdade não foi uma chance de gol, foi uma falta na área em uma tentativa de aproximação. Até os cruzeirenses admitiram que o placar de 1 x 0 do primeiro tempo não refletiu o que aconteceu em campo.
Thiago Ribeiro expulso no começo do segundo tempo.
No começo da segunda etapa continuava a pressão gremista, e Thiago Ribeiro meteu o cotovelo no pescoço de Túlio. Foi uma típica falta em que o árbitro pode ser flexível, mostrar só o amarelo e aguentar as reclamações gremistas, ou ser rigoroso, aplicar o cartão vermelho, e ouvir protestos cruzeirenses. Em ambos casos o juiz estaria agindo dentro do regulamento. Mas convenhamos: não se pode reclamar de nada quando um jogador mete o cotovelo no pescoço de um rival. Uma imagem vale mais do que mil palavras. Por isso acho que o cartão vermelho foi bem aplicado. Mais uma vez, acho que as críticas deveriam ser com o jogador, que também cometeu uma falta inocente, no mesmo lugar da primeira expulsão, desta vez ainda mas longe do gol de Fábio.
Pênalti não marcado para o Grêmio.
A pressão do Grêmio se intensificou, e Fábio continuava trabalhando muito. Outro ponto sobre a arbitragem polêmica: Tcheco foi até a linha de fundo, dentro da área, tentou um cruzamento mas a bola parou no braço de um rival, que se jogou com os dois braços levantados, abertos, ao ar, tapando todo o espaço (você também poderá ver isto claramente no vídeo). Ainda estava 1 a 0 para o Cruzeiro. Se o árbitro quisesse prejudicar a Raposa, teria dado o pênalti, o que, além de tudo, seria o correto. Convenhamos isto também: jogador que abre os braços nesses lances é pra cortar o cruzamento. Não dá pra engolir que é “sem intenção”. Por quê nem o árbitro nem o bandeirinha marcaram a penalidade? Certamente não foi para prejudicar o Cruzeiro.
Autuori novamente acertou ao substituir Fabio Santos por Jadilson, que entrou muito bem em jogo. Por sua vez, Adilson Batista, o Capitão América, tentou segurar o Grêmio tirando Wellington Paulista e colocando Elicardos no meio-campo, mas com 9 em campo era muito difícil de resistir. Tudo isto aconteceu antes dos 13 minutos da segunda etapa, quando Rever finalmente marcou o empate para o Grêmio, de cabeça, na cobrança de escanteio de Tcheco. Adilson Batista não se rendeu. Colocou Soares no lugar de Fabinho, para tentar aproveitar os espaços que o Grêmio também deixava, e quase conseguiu.
Aos 19′, Tcheco fez o seu, após ficar com a sobra do corte da defesa cruzeirense. Uma definição de categoria para o gol da virada, para coroar uma noite fantástica do CAPITÃO TCHECO, para calar os corneteiros (e para se redimir do pênalti que ele cometeu). Jonas ampliou aos 31′, e Maxi López, EL TANQUE, completou a goleada.
Assista os gol e os melhores momentos de Grêmio 4 x 1 Cruzeiro pelo Campeonato Brasileiro.
Em resumo, sobre a arbitragem polêmica, eu acho que no único momento em que o árbitro foi rigoroso demais com o Cruzeiro foi ao expulsar Thiago Ribeiro. Acredito que se não fosse o Cruzeiro, se se tratasse de São Paulo, Palmeiras, Flamengo, Santos, ou outro do “grandes”, o árbitro teria dado apenas cartão amarelo. Se fosse Inter ou Atlético-MG nem falta ele teria dado. Vou explicar o por quê disto no próximo post.
Fora isso, a vitória é importantíssima para o Grêmio. Perder fora de casa obriga o tricolor a recupara os pontos no Olímpico. Mas não dá pra continuar assim. O Grêmio precisa vencer fora de casa. Se jogar com a vontade de ontem, ao contrário do que fez contra o São Paulo, pode conseguir o resultado favorável. O Cruzeiro continua lá embaixo na tabela. Precisa começar a vencer, o que vai ser difícil se a arbitragem decidir complicar mais.



A arbitragem foi péssima. Não falo em má fé. As expulsões para o Cruzeiro foram justas (e os jogadores, principalmente Jonathan, tem que ser cobrados), desde que o mesmo critério fosse aplicado para ambos os lados.
Os jogadores do Grêmio fizeram faltas seguidamente e sequer foram advertidos com cartão amarelo. Três minutos após a expulsão do Thiago Ribeiro houve um lance IDENTICO com um jogador do Grêmio que não me lembro qual. E ele sequer levou cartão amarelo.
Mais uma vez o Cruzeiro foi prejudicado. A vitória do Grêmio foi justissima. O time jogou melhor desde o início. Mas a arbitragem foi completamente ridícula!