Todo mundo fala de zebra, mas isso porque todo mundo dava a Espanha como vencedora do confronto dias antes dele começar. A Fúria tem grandes jogadores e pode jogar uma maravilha coletivamente, mas não foi o que aconteceu neste torneio, e por isso não deveriam ter cantado vitória antes do tempo.
A goleada de 5 x 0 na Nova Zelândia não foi mais do que obrigação. Jogou pouco contra o Iraque, conseguindo uma vitória magra de apenas 1 x 0. O desempenho foi parecido no último jogo da fase de grupos, contra a África do Sul, o qual venceu por 2 x 0. Eu perguntava como seria quando a Espanha enfrentasse uma equipe forte. Hoje tivemos a resposta.
Fúria pára na barreira norte-americana.
A equipe norte-americana nem é tão forte, mas se defendeu muito bem hoje, com duas linhas de quatro bem organizadas, dificultando as investidas do rival. A Espanha tem sérios problemas quando o oponente se fecha atrás ou tem boa marcação no meio-campo. Quando Xavi não produz, a bola não chega redonda no ataque. Torres e Villa bem que tentaram, mas estavam muito marcados na área rival.
Pelo lado norte-americano, se destacaram os meio-campistas Bradley, Donovan e Dempsey, mas, na verdade, a vitória foi da equipe. Altidore abriu o placar ao 26 minutos de jogo. O time dos Estados Unidos sofreu muito durante o segundo tempo, com uma Espanha desesperada, mas, com um esforço admirável, conseguiu evitar o gol da Fúria. O goleiro Howard se tornou figura do jogo ao fazer várias defesas incríveis para salvar sua equipe. O 2 x 0 chegou aos 28′ da segunda etapa, dos pés de Dempsey. Uma pena que o árbitro Jorge Larrionda expulsou Bradley de forma equivocada, tirando o bom jogador da decisão.
Na outra semifinal – Brasil x África do Sul.
A seleção brasileira mostrou que é uma grande equipe, e se fortalece a cada partida. Não haverá zebra nesta quinta-feira, e por uma simples razão: o Brasil se prepara e joga com a bola, não com a fama. Assim foi como a verde-amarela conseguiu os resultados anteriores, neste torneio e nas Eliminatórias da Copa. É lógico que o Brasil esteja confiante de chegar na final, pois além de tudo a seleção anfitriã é muito fraca. Mesmo assim, os jogadores brasileiros levam a coisa à sério, e não dão o jogo por ganho até o apito final. Espanha e Itália ficaram pensando nas vitórias passadas e futuras ao invés de construir novas no presente, por isso acabaram derrotadas.
Com a Espanha relegada a disputar o terceiro lugar, esta é uma grande chance para o Brasil voltar ao topo do ranking da Fifa. Se vencer a Copa das Confederações, tem muitas de isso acontecer.


