É uma pena que uma grande partida de Copa Libertadores como a de ontem termine com tanta polêmica, polícia sacando arma, jogadores na delgacia e acusações de racismo… Elicarlos afirma que Maxi López o chamou de “macaco” durante a partida desta quarta-feira, que o Cruzeiro venceu por 3 x 1 contra Grêmio. O atacante gremista nega o racismo, diz que não usou o termo e que sequer conhece o significado da palavra.
Abaixo, o vídeo do momento em que Maxi López supostamente chama Elicarlos de “macaco”.
Maxi nega, mas há muitas possibilidades de que ele tenha, sim, “insultado” Elicarlos chamando-o de “macaco”. Por uma simples razão: TODO argentino e TODO uruguaio chama o brasileiro (em geral) de “macaco”, mas não é por racismo, é simplesmente um apelido, é o gentílico deles pra quem nasce no Brasil. Eu sei porque moro no Uruguai há anos, e também assisto muitos canais da tv argentina. Conheço bem os dois povos. “Macaco” não é usada no mesmo sentido em espanhol que em português, nem é de uso comúm nos países de fala hispana. É óbvio que Maxi diga que não conhece o significado da palavra. A tradução para o espanhol seria “mono”, e essa palavra seria usada para um hipotético insulto racista.
Quem no planeta aprende outro idioma expecialmente para xingar uma pessoa de outro país? Você sabe algum insulto em espanhol (que não seja praticamente igual em português)? Por quê todo mundo acredita que Maxi López aprenderia uma palavra em português especialmente para insultar de forma racista um rival? Você ouviu que ele alguma vez na vida teve uma atitude racista, antes do jogo desta quarta-feira?
Pra ele, chamar um brasileiro de “macaco” (se é que ele chamou), é como alguém da cidade grande chamar uma pessoa do campo de “caipira”, ou como um gremista chamar um colorado de… macaco! Por acaso são racistas os citadinos ao chamar alguém de “caipira”, ou gremistas ao chamar os colorados de macaco? E por chamar os colorados negros de macaco? São eles mesmos, os colorados, racistas por se chamarem de macacos e até se disfarçarem de primatas?
Realmente, a discriminação no Brasil tem que acabar.
Esse simples apelido que os uruguaios e argentinos dão aos brasileiros não chega nem perto do que fazem os brazucas com seus semelhantes. Todo mundo chama os torcedores do São Paulo de “bambis”, os gaúchos de “gayuchos”, o Atlético-MG de “gaylo”, e assim por diante. Na real, todo mundo chama o torcedor do rival de gay, de forma pejorativa, no intuito de ridicularizá-lo, mas ninguém é acusado de discriminação nem de homofobia. O homossexualismo como forma de insulto é apenas um exemplo, e tem muitas variações.
Criar todo este caso contra o Maxi López, por um ato racista que ele não cometeu, é má fé com o argentino e com o Grêmio, além de hipocrisia de quem “insulta” todo mundo de “gay”. Você mesmo, que está lendo isto, quantas vezes já chamou seu rival de homossexual, hoje, para ridicularizá-lo? É atitude de alguém preocupado com a discriminação usar o homossexualismo para ridicularizar um semelhante? Não. Seria hipocrisia se de fato houvesse um ato de racismo aqui. Como não há, é só má fé com o jogador argentino e com o Grêmio.
Ninguém vai escutar o argentino, e esse tratamento “especial” jamais vai ser visto como discriminação. Então, tudo bem, castiguem o argentino por usar um gentílico e continuem usando o homossexualismo para ridicularizar os outros. E não se preocupem com recepção hostil em Porto Alegre, para a revanche da semifinal. Não vamos apedrejar ônibus como fizeram os mineiros, nem inventar polêmica, nem botar arma na cabeça de ninguém, nem madar cruzeirenses pra cadeia. Também é ridículo que fiquem esperando esse tipo de resposta gremista. Nós não fazemos isso. Mas, claro, buscar os fatos pra quê?
Dá-lhe Grêmio!!! Queremos La Copa!!!


