Brasil goleia a Venezuela 4 a 0 pelas Eliminatórias da Copa de 2010

Pela 9ª rodada das Eliminatórias Sul-americanas, o Brasil venceu 4 a 0 a Venezuela no Estádio Pueblo Nuevo, em San Cristóbal, com boa atuações de Kaká, Robinho e Adriano.

A primeira chance foi da seleção local, com um passe longo do goleiro Vega, mas não o atacante receptor não pôde dominar a bola e dividiu com Julio César, que conseguiu afastar o perigo. Mas as esperanças de vitória da Venezuela acabaram logo aos seis minutos, quando Kaká invadiu a área pela direita e chutou forte e alto, indefensável para o goleiro Vega, marcando o 1 a 0 para o Brasil.

Eliminatórias da Copa do Mundo África do Sul 2010

O ataque brasileiro esteve realmente bem. Aos nove minutos de jogo, Robinho chutou forte de longe, com muita categoria, mandando a bola no ângulo de Vega fazendo verdadeiro golaço. A Venezuela não reagia, e a partida parceia já sentenciada. Robinho teve outra chance aos 13′, quando pegou a sobra do escanteio na entrada da grande área, limpou e chutou, mas a bola saiu alta pra fora.

Qualquer dúvida da vitória brasileira terminou aos 18 minutos, com o 3 a 0 marcado por Adriano; no lance, Kaká subia pela direita, inverteu para Elano na esquerda, este cruzou para Adriano que definiu com frieza entre dois rivias. A defesa venezuelana foi um tanto passiva na jogada, não correndo o suficiente para marcar os brasileiros com eficiência (o que não tira mérito dos brasileiros).

Arango quase empatou para a seleção local, aos 22 minutos, com uma excelente cobrança de falta, mas Júlio César marcou presença espalmando a bola que entrava no ângulo superior esquerdo.

Um dos erros que a seleção cometeu repetidamente nos jogos anteriores não se viu neste: a má saída de bola e insistência da zaga fazer passes para os atacantes (algo ridículo) ao invés de passar a bola para os meio-campistas e deixar-lhes esse trabalho que é próprio deles. Isso fez a seleção ter mais posse de bola e que os atacantes recebessem a bola nos pés de forma decente, e não que tivessem que lutar por ela todo o tempo contra muitos adversários.

Também deve-se resaltar que a seleção teve boa movimentação, com os jogadores se desmarcando, se oferecendo para receber os passes ajudando seus companheiros, e também escolhendo sempre o melhor passe.

Aos 35 minutos Guerra fez uma boa jogada deixando Maicon pra trás e invadindo a área, só que na hora de chutar o fez com pouca força, e Júlio César defendeu com facilidade. Aos 38′ Kaká mandou uma bomba da entrada e Vega espalmou; na sequência da jogada, Elano recebeu dentro da área e chutou livre, mas pegou mal e mandando a bola alto e pra fora.

A defesa braileira não esteve bem nos minutos finais da primeira etapa, dando uma chance de gol ao rival. Foi aos 42 minutos, quando Maldonado cruzou da direita e encontrou seu companheiro na segunda trave, este cabeceou pro gol e, com Júlio César batido na jogada, Juan teve que salvar o Brasil chutando a bola pra longe. A última do primeiro tempo foi de Adriano, que tentou mais um chute da intermediária, defendido por Vega.

Segundo tempo

Kaká, de boa partida, fez bela jogada com Adriano aos quatro do segudo tempo, invadiu a área e quando ia definir, de cara pro gol, o rival tirou-lha a bola. Um minuto depois, Kaká fez passe para Robinho, que invadiu a área pela direita, mas definiu fraco. A Venezuela teve uma grande chance de descontar aos sete minutos, com um cruzamento de Arango e a definição de cabeça de Maldonado, obrigando Júlio César a fazer grande defesa, ele deu rebote, Maldonado pegou e definiu de novo e Júlio César fez outra excelente defesa a queima roupa.

Robinho teve outra chance aos oito minutos, ao receber passe de Adriano dentro da área, ele definiu e a bola bateu na rede pelo lado de fora. Aos onze, Kaká fez uma boa jogada, deixou os rivais pra trás, invadiu a área, tentou limpar para chutar, mas não conseguiu e acabou definindo em cima do goleiro Vega. No minuto 15, Maldonado invadiu a área pela esquerda e chutou cruzado, para outra boa resposta de Júlio César.

A goleada se completou aos 21 minutos do segundo tempo. Robinho recebeu bom passe de Kléber, dominou dentro da área e definiu com frieza na saída do arqueiro vega, marcando o 4 a 0. Aos 25 mintos, Kaká foi substituído e saiu ovacionado pela torcida venezuelana.

Aos 37′ Robinho tentou de longe novamente com um chute perigoso para o gol de Vega. Aos 41 minutos, Chacón invadiu a área brasileira pela direita e chutou, e Júlio César novamente respondeu seguro. No contra-ataque, Adriano pegou a sobra da defesa rival no meio da área, mas chutou em cima do goleiro Vega. A última foi da Venezuela, com um chute de fora da área de Arango, que Júlio César pegou sem dificuldades, garantindo o 4 a 0 para o Brasil.

A seleção jogou bem, fez quatro gols, e não cometeu as atrocidades dos jogos anteriores. Apesar de não ter a posse de bola, jogou com inteligência, não forçou o físico, e explorou bem os cotra-ataques sem sofrer muito na defensiva. Se o Brasil quisesse podia até ter feito uma goleada maior. Foi uma boa apresentação, mas devemos lembrar que a Venezuela não está em uma boa fase, e vinha de três derrotas consecutivas, duas delas em casa.

Escalações:

Venezuela

Renny Vega
Gerzon Chacón
Pedro Boada
José Manuel Rey
Jorge Rojas
Miguel Mea Vitali (Franklin Lucena – 23′ 2T)
Leonel Vielma (Alejandro Moreno -17′ 2T)
Alejandro Guerra
Ronald Vargas (Luis Seijas – 13′ 2T)
Juan Arango
Giancarlo Maldonado
Técnico: César Farias

Brasil

Julio César
Maicon
Juan (Thiago Silva – ET)
Lucio
Kléber
Gilberto Silva
Josué (Mancini – 32′ 2T)
Elano
Kaká (Alex – 25′ 2T)
Robinho
Adriano
Técnico: Dunga

Árbitro: Víctor Rivera (Per)
Auxiliares: Luis Ávila (Per), Luis Abadíe (Per)

Assista o vídeo com os gols de Venezuela 0 x 4 Brasil.

Vamos ver se o Brasil consegue mostrar o mesmo futebol em casa contra a Colômbia no próximo jogo, ou se vai fazer o mesmo fiasco que contra a Bolívia, porque não tem muita lógica ganhar de goleada visitando e depois jogar mal em casa.

Na próxima rodada a Venezuela recebe o Equador.

Confira a tabela das Eliminatórias Sul-americanas da Copa de 2010.


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