No futebol, lamentavelmente, não adianta você fazer as coisas direito, porque pode vir um FDP, fazer um monte de MERD* e F*DER seu jogo. A coisa começou mal quando o zagueiro Welton Felipe deu uma cotovelada criminosa em Tcheco. Era pra cartão vermelho direto, mas o árbitro deixou seguir. Três metros mais à frente, Adilson derrubou o zagueiro atleticano, sem ser violento, e levou cartão amarelo. Dois absurdos em um. Entretanto, o Grêmio não fez um bom primeiro tempo, apesar de ter as suas chances de gol. O Atlético Mineiro foi melhor, teve maior posse de bola e chances de anotar.
O Tricolor Gaúcho voltou melhor para o segundo tempo, parou de sofrer com os ataques do Atlético-MG, e teve mais e melhores chances para abrir o placar. Maxi López disperdiçou mais de uma na cara do gol. Não vi mão de Thiago Flerti no lance do primeiro gol, aos 30 minutos. Pra mim foi legítmo. O Grêmio não se abalou e empatou quatro minutos depois, com Herrera definindo de cabeça após o cruzamento de Tcheco.
O segundo cartão amarelo de Adilson foi corretamente mostrado, pois ele cortou um ataque perigoso do Atlético. O problema é que ele levou o primeiro cartão pela falta cometida em Welton, logo após o árbitro ignorar a agressão do atleticano em Tcheco, que merecia cartão vermelho.
Não contente com o empate, o árbitro Wilson Luiz Seneme, de São Paulo, teve que dar uma forcinha para o Atlético. Já nos acréscimos, o bandeirinha marcou um tiro de meta para o Grêmio, mas o árbitro, mesmo estando mais longe do lance, contrariou a decisão do auxiliar, marcando escanteio para o Atlético-MG. Na sequência do escanteio que não houve, Seneme marca um pênalti inexistente. Mais dois absurdos em um. A bola bate de forma completamente involuntária no cotovelo de Joílson, depois de quicar no chão. O jogador nem esperava que a bola passasse pelos jogadores que pularam para cabecear.
O maior problema é que antes houve um lance quase idêntico, em que a bola bate, de certeza, no braço de um jogador do atleticano, na área do Atlético-MG, mas aí o árbitro considerou que não houve intenção, e mandou seguir. Dois pesos e duas medidas durante todo o jogo. Pra completar, Diego Tardelli cobrou com a famigerada “paradinha”, esperando que Víctor se lançasse para um lado, para depois chutar. Na cobrança ficou claro o quão covarde é essa prática.
Só posso dizer que Seneme nos roubou o jogo, deu a vitória ao Atlético-MG. Meu problema nem é tanto a não-expulsão de Welton e o cartão vermelho para Adilson. Nós gremistas já estamos acostumados com esse tratamento “especial” e “diferenciado”. Mas o pênalti que ele marcou é inaceitável, pois, além de não haver intenção, em uma jogada igual na área do Atlético ele mandou seguir.
O Grêmio não merecia ser derrotado. Estava até lutando pela vitória, até Seneme decidir que o Tricolor tinha que perder. A única coisa que nos faltou é que o árbitro tivesse um pouco vergonha na cara. Não precisava a (merecida) expulsão de Welton no primeiro tempo, que teria condicionado o jogo a favor do Grêmio. Só precisava que o ladrão do árbitro não tivesse inventado um escanteio e um pênalti no final do jogo.


